Tribunal de Justiça de Minas Gerais une sistemas de dados processuais
Uma ferramenta que está sendo providenciada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) promete trazer mais comodidade e eficiência na extração de dados gerenciais e estatísticos relativos ao Judiciário mineiro. Em breve, servidores, magistrados e até mesmo o público externo vão ser beneficiados pelo Sistema Integrado de Informações Estratégicas do Judiciário (Sijud), que funcionará como um “armazém de dados”, capaz de gerar relatórios detalhados e específicos para magistrados e gestores.
Em setembro deste ano, o presidente do Tribunal, desembargador Sérgio Resende, constituiu um grupo de trabalho com o objetivo de acompanhar as etapas de aquisição e implantação do Sijud. A equipe é presidida pelo superintendente de Tecnologia da Informação do TJMG, desembargador Pedro Carlos Bitencourt Marcondes.
O grupo reúne também os magistrados da capital André Leite Praça, Luiz Carlos Azevedo Corrêa Júnior e Vicente de Oliveira Silva, além de servidores titulares de órgãos da secretaria do TJMG. O projeto de aquisição do Sistema Integrado foi aprovado pelo grupo no dia 6 de novembro.
Para o desembargador Bitencourt Marcondes, a medida “comprova o empenho da atual administração no incentivo a projetos voltados para a gestão da informação da atividade-fim, em especial para a 1ª instância, que hoje abarca cerca de 90% do acervo total de processos no Estado”.
Sistema unificado
O Sijud irá extrair e consolidar dados gerenciais e estatísticos de três sistemas já existentes: o Sistema de Controle e Informatização das Comarcas (Siscom) na 1ª Instância, o Sistema Informatizado da 2ª Instância (Siap) e o Sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em funcionamento nos Juizados Especiais da capital.
“O novo sistema será capaz de cruzar informações e montar relatórios em níveis de detalhamento mais sofisticados, uma vez que os atuais sistemas nem sempre conseguem atender a todas as demandas que se apresentam”, explica Dilmo de Castro Silva, gerente do Centro de Informações para Gestão Institucional (Ceinfo).
Segundo a secretária de Planejamento do Tribunal, Maria Cecília Belo, o nível de aprofundamento de informações que os sistemas existentes oferecem deve ser aperfeiçoado. “Para tomar decisões administrativas e estratégicas, o Tribunal precisa ter um conhecimento maior das variáveis relacionadas à sua atividade-fim. Além disso, o público externo, composto por pesquisadores, pela imprensa, pelo CNJ e por outros órgãos parceiros, como o Ministério Público, também nos procura para obter informações específicas.”
Se antes era necessário juntar dados do Siscom, do Siap e do Sistema CNJ para depois tratá-los, com o novo programa a extração dos dados gerenciais e estatísticos será mais rápida e eficiente. Assim, magistrados e servidores de uma determinada vara ou comarca vão poder acessar dados estatísticos por meio de relatórios especificamente construídos para auxílio à gestão da atividade-fim.
Riqueza de informações
Valéria Valle Vianna, secretária de Padronização e Acompanhamento da Gestão Judiciária, vê outra vantagem no Sijud: “Ele permitirá ter uma visão ampla da área judiciária”. Ela explica que com o novo modelo será possível, instantaneamente, acessar diversos desdobramentos, conjugando itens de acordo com a necessidade. Ela conclui que isso vai “agilizar a prestação jurisdicional, melhorar o atendimento e promover a celeridade”. Permitirá, ainda, a geração de relatórios variados. “A pesquisa pode ser feita por desembargador, comarca, câmara ou outros critérios, o que representa uma facilidade enorme”, declara a secretária.
Como se trata de um plano em longo prazo, ele será lançado e executado em três partes: o primeiro módulo terá 12 meses; o segundo, 18 meses; e o terceiro, 24. O próximo passo, já que a aquisição do Sistema Integrado foi aprovada, será a licitação do projeto. A empresa vencedora ficará responsável por desenvolver, implantar e testar o Sijud.
Expectativas
A expectativa em torno do Sistema Intregrado é grande, pois ele possibilitará ao TJMG planejar-se melhor, otimizar o atendimento e facilitar a atividade de administração. “Com esse instrumento, poderemos identificar os gargalos da prestação jurisdicional. Identificando os pontos fracos ou aqueles que precisam de reforço, podemos prever, evitar e sanar problemas”, esclarece o desembargador Bitencourt Marcondes.
Quando o Sijud estiver concluído, a ideia é disponibilizar no Portal do TJMG informações genéricas de interesse do público externo, viabilizando também que jornalistas, órgãos parceiros e estudiosos possam solicitar ao Ceinfo dados pontuais (por exemplo, o número de processos por roubo que resultaram em condenações). A ferramenta deve se tornar um instrumento de consulta para servidores e magistrados, através da intranet.






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