Projeto de virtualização do STJ será exportado pelo Banco Mundial
O Banco Mundial vai incluir o projeto de modernização e virtualização do Superior Tribunal de Justiça em seu Programa de Ação e Aprendizagem sobre transparência Judicial e Responsabilidade na América Latina e Região Caribenha. O presidente do STJ, ministro Cesar Asfor Rocha, ressaltou a Importância dessa decisão que vai propagar mundialmente as iniciativas do Tribunal que, a exemplo do Banco Mundial, tem uma preocupação estratégica com a transparência e a eficiência do Judiciário.
Para o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop, é importante que essa iniciativa seja disseminada entre outros países da região e da África, já que a modernização dos serviços jurídicos e judiciais é a garantia de uma sociedade justa e transparente. Ele se disse impressionado com o processo de virtualização do STJ, que já digitalizou mais de 200 mil processos.
O Programa Regional de Ação e Aprendizagem consiste em ações e iniciativas conjuntas destinadas ao fortalecimento institucional das instituições jurídicas na busca de um sistema judicial mais transparente e responsável. O Memorando de Entendimento, assinado entre as duas partes na tarde de hoje, inclui o compartilhamento de experiências e conhecimentos; o planejamento dos recursos disponíveis e a integração de atividades, entre outras iniciativas.
Durante o encontro de trabalho, Cesar Rocha reiterou que até o final de março o STJ será o primeiro tribunal nacional do mundo totalmente virtualizado, com todos os processos administrativos e judiciais tramitando de forma eletrônica. Desde o inicio de fevereiro, todos os processos que dão entrada no STJ, qualquer que seja a origem, são digitalizados no mesmo dia.
Iniciado em janeiro de 2009, o projeto “STJ na Era Virtual” inclui a integração do STJ como todos os tribunais de justiça e tribunais regionais federais para o envio de recursos no formato eletrônico, a automação de julgamentos em todos os órgãos julgadores do tribunal e o aprimoramento de sua gestão administrativa.
Com a virtualização, em poucos minutos os processos são recebidos, registrados, autuados, classificados e distribuídos aos relatores. Além da segurança, economia e rapidez, a remessa virtual garante mais transparência à atividade jurídica, já que o arquivo digital pode ser acessado pelas partes de qualquer lugar do mundo, através da Internet.






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