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	<title>Internet Legal</title>
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	<description>Hackeando o Direito desde 2001</description>
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		<title>TJMG condena Dell a indenizar por atraso na entrega de equipamentos de informática</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Apr 2012 21:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Kaminski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[danos morais]]></category>
		<category><![CDATA[Dell]]></category>
		<category><![CDATA[indenização]]></category>
		<category><![CDATA[TJMG]]></category>

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		<description><![CDATA[A empresa Dell Computadores Brasil Ltda. terá que indenizar em R$ 8 mil o técnico de informática L.M.V. por danos morais, devido ao atraso em entrega de produtos adquiridos via internet. A decisão é da 17ª Câmara Cível do TJMG, que modificou sentença da 9ª Vara Cível da comarca de Juiz de Fora. A relatora Márcia de Paoli Balbino considerou como médio o grau de culpa da empresa, considerando o valor da compra, a data da solicitação da compra e da rescisão do contrato, e o estorno dos valores pagos pela empresa mais de 7 meses depois.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A empresa Dell Computadores Brasil Ltda. terá que indenizar em R$ 8 mil o técnico de informática L.M.V. por danos morais, devido ao atraso em entrega de produtos adquiridos via internet. A decisão é da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que modificou sentença da 9ª Vara Cível da comarca de Juiz de Fora.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo os autos, o técnico adquiriu, no dia 9 de setembro de 2010, quatro equipamentos de informática pela rede mundial de computadores: um HD externo, um roteador wireless, um notebook e uma mochila, totalizando R$ 2.898,00. Entretanto, o consumidor não recebeu o HD externo nem o roteador wireless, que totalizavam R$ 440,75. Ao procurar a empresa, foi informado de que iria recebê-los com um pouco de atraso. Porém o pedido de compra havia sido cancelado, o que causou o não recebimento dos produtos.</p>
<p style="text-align: justify;">L.M.V. ajuizou ação pleiteando indenização por danos morais, sob o argumento de que era um profissional da área e dependia dos equipamentos para trabalhar. A empresa se defendeu alegando que tentou entregar os produtos no dia 17 de fevereiro, mas o técnico não quis receber os pedidos e isso acarretou a rescisão do contrato, em abril de 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o juiz José Alfredo Jünger de Souza Vieira, não houve danos morais. A sentença levou o consumidor a recorrer ao Tribunal. A relatora Márcia de Paoli Balbino entendeu de forma diferente: “Considerando-se as circunstâncias do caso, em especial, o valor da compra, a data da solicitação da compra e da rescisão do contrato, com o estorno dos valores pagos pela empresa mais de 7 meses depois, inviabilizando o uso imediato da quantia para nova aquisição e, ainda, considerando o médio grau da culpabilidade da apelante ao não honrar a venda que fez, como dela se esperava, já que especializada no ramo de computadores, tenho que a indenização moral deve ser arbitrada em R$8 mil”.</p>
<p style="text-align: justify;">A desembargadora foi acompanhada em seu voto pelos desembargadores André Leite Praça e Evandro Lopes da Costa Teixeira.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referência:</strong> 0210146-52.2011.8.13.0145</p>
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		<title>Câmara aprova cobrança de ISS sobre publicidade na internet</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 22:33:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Kaminski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Projetos de lei]]></category>
		<category><![CDATA[tributação]]></category>

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		<description><![CDATA[O Plenário aprovou nesta quarta-feira (18), por 354 votos a 2, e uma abstenção, o Projeto de Lei Complementar 230/04, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que inclui na lista de atividades tributáveis do Imposto sobre Serviços (ISS) a veiculação de textos, desenhos e material de publicidade. A proposta será analisada ainda pelo Senado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Plenário aprovou nesta quarta-feira (18), por 354 votos a 2, e uma abstenção, o Projeto de Lei Complementar 230/04, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que inclui na lista de atividades tributáveis do Imposto sobre Serviços (ISS) a veiculação de textos, desenhos e material de publicidade. A proposta será analisada ainda pelo Senado.</p>
<p style="text-align: justify;">O imposto atingirá principalmente o uso de publicidade na internet e em outdoors, já que o texto exclui da cobrança as inserções feitas em livros, jornais, periódicos, rádio e televisão. A proposta foi aprovada na forma de uma subemenda do deputado Júlio Cesar (PSD-PI), que foi relator pela Comissão de Finanças e Tributação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Veiculação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o texto, apenas a atividade de veicular textos, desenhos e outros materiais de publicidade será tributada e não a locação dos espaços usados para a inserção deles. Segundo o autor da proposta, o imposto será cobrado de agências de publicidade e empresas de outdoor.</p>
<p style="text-align: justify;">Também não entrarão na base de cálculo do imposto os descontos legais em favor das agências de publicidade, se elas estiverem envolvidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Mendes Thame, já existe jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) definindo que a veiculação deve ser tratada como serviço de publicidade, não se confundindo com os serviços de comunicação, que são tributados pelos estados por meio do ICMS. Ele afirmou que a regulamentação dá tranquilidade ao setor. &#8220;As empresas não terão de se preocupar com um passivo tributário futuro&#8221;, ressaltou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Internet</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na proposta aprovada na Comissão de Finanças, a internet também estava na lista de exceções para a cobrança. Na negociação do texto no Plenário, porém, ela foi retirada das exceções. O deputado Odair Cunha (PT-MG) defendeu a mudança: “A imunidade tributária não alcança serviços como banners que aparecem em sites”. Segundo Cunha, leis municipais deverão especificar os serviços que serão tributados.</p>
<p style="text-align: justify;">A inclusão da internet foi criticada pelo líder do PPS, Rubens Bueno (PPS-PR). &#8220;A internet não é de um governo ou de um Poder, é da humanidade. Porque rádio, jornal e tv não pagam imposto e a internet tem de pagar?&#8221;, questionou.</p>
<p style="text-align: justify;">O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) disse que o acordo para tributar a publicidade na internet teve apoio dos provedores, que preferem a cobrança da menor alíquota. &#8220;Alguns estados estão cobrando 30% ICMS sobre a publicidade na internet, enquanto o ISS fica em 5%. Eles preferiram o ‘mal menor’ para fugir da fúria arrecadatória dos estados&#8221;, disse Miro, que se declarou contrário à taxação da propaganda na internet.</p>
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		<title>TST julga válido recolhimento de custas pela internet sem guia DARF</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 11:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Kaminski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[TST]]></category>

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		<description><![CDATA[O valor das custas processuais pode ser pago por meio eletrônico, contendo a identificação do processo, sem que seja necessariamente efetuada por meio de um DARF eletrônico. Com esse entendimento, a Segunda Turma do TST reverteu decisão em sentido contrário do TRT3, que considerou que a empresa recolheu as custas de forma incorreta: por transferência eletrônica, via internet.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O valor das custas processuais pode ser pago por meio eletrônico, contendo a identificação do processo, sem que seja necessariamente efetuada por meio de um DARF eletrônico. Com esse entendimento, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho reverteu decisão em sentido contrário do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), que considerou que a empresa Areté Editorial S. A. recolheu as custas de forma incorreta: por transferência eletrônica, via internet, e não com a guia DARF.</p>
<p style="text-align: justify;">A empresa recorreu ao TST inconformada com o não conhecimento do seu recurso. Alegou que não há lei que determine que o recolhimento das custas judiciais deva ser efetuado obrigatoriamente pela guia DARF, sob pena de deserção (não recolhimento das custas). O recurso foi examinado na Segunda Turma pelo ministro José Roberto Freire Pimenta, que deu razão à empresa. Segundo o relator, a CLT exige apenas que o pagamento seja efetuado dentro do prazo e no valor estipulado, requisitos satisfeitos pela empresa.</p>
<p style="text-align: justify;">O relator informou que, para evitar qualquer dúvida sobre a forma do recolhimento das custas, o TST editou a Instrução Normativa nº 20/2002. Essa instrução dispõe que o recolhimento das custas por meio eletrônico, que não tem de ser necessariamente um DARF eletrônico, deverá conter a identificação do processo ao qual se refere. Ressaltou que, no caso, o comprovante da empresa, além de conter seu CNPJ e o nome do empregado e número do processo preenchidos a mão, contém autenticação bancária que confirma o recolhimento do valor devido.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, considerando que o valor das custas foi efetivamente recolhido e estava à disposição da Receita Federal, o relator afirmou que o ato cumpriu sua finalidade legal e que foi observada a exigência contida na Instrução nº 20 do TST. Ele determinou o retorno do processo ao 3º Tribunal Regional, para que dê continuidade ao exame do recurso interposto pela empresa naquela instância, como entender de direito. Seu voto foi seguido por unanimidade, com ressalva de entendimento do ministro Renato de Lacerda Paiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referência:</strong> <a href="http://ext02.tst.jus.br/pls/ap01/ap_red100.resumo?num_int=13833&amp;ano_int=2011&amp;qtd_acesso=1585119&amp;novoportal=1" target="_blank">RR 132200-02.2009.5.03.0113</a></p>
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		<title>Relator do marco civil quer ampliar proteção à privacidade do usuário de internet</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 20:35:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Kaminski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Projetos de lei]]></category>
		<category><![CDATA[marco civil]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade]]></category>
		<category><![CDATA[privacidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O relator do projeto de lei do marco civil da internet (PL 2.126/11), deputado Alessandro Molon (PT-RJ), afirmou nesta terça-feira (17) que poderá alterar a proposta do governo para ampliar a proteção à privacidade do usuário e garantir a eficácia do princípio da neutralidade de rede. A declaração foi feita após audiência pública na comissão especial que analisa o projeto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img onError="javascript: wp_broken_images=window.wp_broken_images || function(){}; wp_broken_images(this);"  class="alignleft" style="border: 0pt none;" title="Molon pretende evitar o uso de dados pessoais dos internautas para fins comerciais. Foto: Saulo Cruz." src="http://www.camara.gov.br/internet/bancoimagem/banco/20120417165020_20120417_PC_006SCMED.jpg" alt="20120417165020 20120417 PC 006SCMED Relator do marco civil quer ampliar proteção à privacidade do usuário de internet projetos de lei " width="150" height="229" />O relator do projeto de lei do marco civil da internet (PL 2.126/11), deputado Alessandro Molon (PT-RJ) (foto), afirmou nesta terça-feira (17) que poderá alterar a proposta do governo para ampliar a proteção à privacidade do usuário e garantir a eficácia do princípio da neutralidade de rede. A declaração foi feita após audiência pública na comissão especial que analisa o projeto, que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Na audiência, especialistas defenderam o direito do internauta à navegação anônima e a não responsabilização dos sites pelos conteúdos publicados por usuários. O direito à privacidade também foi a principal preocupação de cidadãos que participaram on-line da discussão por meio do portal e-Democracia. Os internautas poderão, pela comunidade virtual dedicada ao marco civil, oferecer sugestões à proposta &#8211; Molon garantiu que essas ideias serão levadas em conta em seu parecer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Direito à privacidade</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O relator disse que poderá incluir na proposta medidas para prevenir a comercialização dos dados pessoais dos internautas e o uso dessas informações para fins de publicidade. Segundo o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) Sérgio Amadeu, o rastreamento dos sites acessados pelos usuários ocorre o tempo inteiro atualmente, especialmente por parte das grandes corporações.</p>
<p style="text-align: justify;">O rastreamento dos sites é possível quando se vinculam os dados de conexão (logs) com o número de IP (código atribuído a um terminal de uma rede para permitir sua identificação). Amadeu defendeu que o rastreamento de sites acessados só ocorra no caso de suspeita de crimes na rede. Nesses casos, a medida deverá ser requisitada pela Justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o professor, a navegação anônima do internauta deve ser garantida no projeto. Para Amadeu, o anonimato não é motivador de crimes na rede. “É, sim, o que garante que o usuário não caia nas mãos de criminosos”, sustentou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Neutralidade de rede</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Molon também poderá retirar do texto a previsão de regulamentação para o princípio da neutralidade de rede (tratar de forma igual todos os usuários e os conteúdos, não podendo, por exemplo, reduzir a velocidade de navegação dependendo do cliente). Pelo projeto, o princípio da neutralidade de rede está garantido, mediante regulamentação. O professor Sérgio Amadeu, além do advogado do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Guilherme Varella, manifestaram preocupação com possíveis exceções que possam ser estabelecidas na regulamentação do Poder Executivo.</p>
<p style="text-align: justify;">“Ter neutralidade é não ter um guarda de trânsito ou um árbitro na internet; é não ter uma empresa privilegiando determinados conteúdos”, explicou Varella. De acordo com o advogado, sem essa garantia, o provedor pode, por exemplo, privilegiar o seu próprio conteúdo. De acordo com Amadeu, nos Estados Unidos, diversos provedores estão filtrando o tráfego, privilegiando, por exemplo, o conteúdo de empresas com as quais têm acordos comerciais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Responsabilidade dos sites</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Já o pesquisador do grupo Cultura Digital e Democracia da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Rená disse que os provedores de internet não podem ser “vigias” dos conteúdos divulgados pelos usuários.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele defendeu o texto original do PL 2.126/11, que diz que o provedor de acesso não será responsabilizado por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros. Já o provedor de conteúdo somente poderá ser responsabilizado por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente.</p>
<p style="text-align: justify;">A responsabilização do provedor apenas após o descumprimento de decisão judicial também foi defendida pela diretora política da empresa Mercado Livre no Brasil, Laura Fragomeni. “Se as companhias forem consideradas responsáveis pelo conteúdo gerado por terceiros, elas teriam de fiscalizar todo o conteúdo, acabando com o direito à privacidade do usuário”, argumentou. Segundo ela, a ausência de normas hoje tem gerado problemas. “Há casos em que o Judiciário condenou blogueiras por conteúdos publicados por terceiros em seus blogs”, citou.</p>
<div id="proposicao">
<h4 style="text-align: justify;">Íntegra da proposta:</h4>
<ul>
<li style="text-align: justify;"><a href="http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=517255" target="_blank">PL 2.126/2011</a></li>
</ul>
</div>
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		<item>
		<title>Governo espera que marco civil da internet seja aprovado neste ano</title>
		<link>http://www.internetlegal.com.br/2012/04/governo-espera-que-marco-civil-da-internet-seja-aprovado-neste-ano/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 20:19:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Kaminski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Projetos de lei]]></category>
		<category><![CDATA[marco civil]]></category>

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		<description><![CDATA[O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo de Castro Pereira, disse nesta terça-feira (17) que espera que o projeto de lei do marco civil da internet (PL 2.126/11) seja aprovado ainda neste ano pelo Congresso. Segundo ele, a proposta é prioritária para o governo. O dirigente participou de audiência pública na comissão especial que discute a matéria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img onError="javascript: wp_broken_images=window.wp_broken_images || function(){}; wp_broken_images(this);"  class="alignleft" style="border: 0pt none;" title="aulo Teixeira defende que o projeto do marco civil tramite separamente. Foto: Leonardo Prado." src="http://www.camara.gov.br/internet/bancoimagem/banco/20120417142013_20120417_005LP_LCMED.jpg" alt="20120417142013 20120417 005LP LCMED Governo espera que marco civil da internet seja aprovado neste ano projetos de lei " width="183" height="120" />O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo de Castro Pereira, disse nesta terça-feira (17) que espera que o projeto de lei do marco civil da internet (PL 2.126/11) seja aprovado ainda neste ano pelo Congresso. Segundo ele, a proposta é prioritária para o governo. O dirigente participou de audiência pública na comissão especial que discute a matéria.</p>
<p style="text-align: justify;">Conforme Pereira, a falta de um marco legal sobre a internet, que deixe claro princípios, conceitos, os direitos e as reponsabilidades de cada um dos atores na rede, tem levado a decisões judiciais desconexas, trazendo insegurança aos usuários e prejudicando novos negócios.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o secretário, após a aprovação da proposta, a discussão no Legislativo sobre outros temas, como direitos autorais na internet, spam e certificação digital, poderá avançar. “Esse projeto tem a importância de estabelecer uma linha mestra para outras leis sobre internet”, endossou o advogado e integrante do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Direito da Informática e Telecomunicações (ABDI), Gilberto Martins de Almeida. Para ele, o marco civil é importante, por exemplo, para nortear a proposta em discussão no Senado de atualização do Código de Defesa do Consumidor (CDC &#8211; Lei 8.078/90), que deve contemplar as relações de consumo pela rede.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Foco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O representante do Ministério da Justiça também defendeu que o debate na comissão especial fique focada no marco civil. O projeto tramita apensado ao PL 5.403/01, juntamente com outras cerca de 50 propostas sobre internet. O apensamento foi criticado por diversos integrantes da comissão.</p>
<p style="text-align: justify;">O relator da proposta, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), informou que apresentará requerimento solicitando que o projeto de marco civil da internet seja desapensado e tramite separadamente. A medida também foi defendida pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) (foto). O presidente da comissão especial, deputado João Arruda (PMDB-PR), afirmou que vai requerer reunião com o presidente da Câmara, Marco Maia, para tratar do assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo Teixeira reivindicou ainda a aprovação imediata, pela Câmara, do PL 2.793/11, de sua autoria, que tipifica crimes cometidos pela internet. “O projeto está maduro para ser votado pela Câmara e ir para o Senado. Ao retornar à Câmara, ele seria votado simultaneamente com o marco civil”, declarou. A proposta foi apresentada como alternativa ao PL 84/99, que também trata de crimes cibernéticos e tramita há 13 anos no Congresso.</p>
<div id="proposicao">
<h4>Íntegra da proposta:</h4>
<ul>
<li><a href="http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=517255" target="_blank">PL 2.126/2011</a></li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Defensoria Pública de SP obtém liminar que suspende vendas em sites de comércio eletrônico</title>
		<link>http://www.internetlegal.com.br/2012/04/defensoria-publica-de-sp-obtem-liminar-que-suspende-vendas-em-sites-de-comercio-eletronico/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 19:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Kaminski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[comércio eletrônico]]></category>

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		<description><![CDATA[A Defensoria Pública de SP obteve na última quarta-feira (11/4) uma decisão judicial liminar que determina à empresa Megakit, responsável pela lojas virtuais “Fator Digital” e “Planeta Ofertas”, que suspenda imediatamente a venda de produtos nos respectivos sites, além de ter de cumprir as ofertas e os prazos de entrega já prometidos. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Defensoria Pública de SP obteve na última quarta-feira (11/4) uma decisão judicial liminar que determina à empresa Megakit, responsável pela lojas virtuais “Fator Digital” e “Planeta Ofertas”, que suspenda imediatamente a venda de produtos nos respectivos sites, além de ter de cumprir as ofertas e os prazos de entrega já prometidos. De acordo com o Defensor Público Horácio Xavier Franco Neto, coordenador do Núcleo do Consumidor da Defensoria Pública e responsável pela ação, esta é a primeira decisão judicial no Estado de São Paulo que determina a suspensão de vendas em sites na internet.</p>
<p style="text-align: justify;">“O resultado dessa ação é um paradigma para casos semelhantes. É a primeira vez, em São Paulo, que a Justiça determina a suspensão do comércio realizado por algum site. Até então, havia casos de suspensões administrativas determinadas pelo Procon”, afirmou Xavier.</p>
<p style="text-align: justify;">A ação civil pública havia sido proposta em dezembro de 2011, após a empresa ser acusada de vender produtos eletrônicos pela internet – com preços abaixo do mercado – e não os enviar para os compradores. A Megakit acumula cerca de 13,5 mil reclamações registradas no site Reclame Aqui, bem como um inquérito policial instaurado na Delegacia do Consumidor e um procedimento administrativo no PROCON/SP para apuração de irregularidades. A Defensoria pediu que a empresa fosse multada, que seja obrigada a cumprir os contratos assumidos e que as ofertas de vendas sejam imediatamente suspensas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na decisão liminar, o Juiz da 32ª Vara Cível da Comarca da Capital considerou que as provas apresentadas indicam a prática de abusos contra os consumidores por parte da empresa. “Assim, visando proteger novos consumidores que viessem a comprar nos sites (&#8230;), defiro parcialmente a liminar pretendida, para determinar que os réus suspendam imediatamente as vendas de produtos pelos sites das lojas virtuais mencionadas, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil e cumpram a oferta e o prazo de entrega já prometidos, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil por evento”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dicas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Defensoria Pública de SP fornece algumas dicas de cuidados que podem ajudar a evitar transtornos nas compras online:</p>
<p><strong>Busque referências sobre a loja<br />
</strong>Procure informações sobre as lojas virtuais com amigos, familiares, ferramentas de pesquisas e em centros virtuais de reclamações.</p>
<p><strong>Verifique os canais de comunicação com a loja<br />
</strong>Antes de efetuar a compra, tente entrar em contato com a loja, assim você pode constatar se a empresa possui canais de comunicação eficientes. Desconfie de lojas virtuais que disponibilizam apenas números de telefones celulares como canal de comunicação com os clientes.</p>
<p><strong>Identifique o fornecedor<br />
</strong>Verifique o CNPJ da loja virtual no site da Receita Federal (<a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/" target="_blank">http://www.receita.fazenda.gov.br</a>) e desconfie se o endereço constante no site da Receita Federal não for o mesmo fornecido pela loja virtual.</p>
<p><strong>Mantenha a privacidade dos seus dados<br />
</strong>Confira as medidas que o site adota para garantir a privacidade dos seus dados, principalmente caso precise inserir dados como RG, CPF, etc. Não forneça informações desnecessárias para efetuar a compra. Caso perceba que precise preencher campos com dados desnecessários, entre em contato com a loja virtual para saber o motivo dessa exigência.</p>
<p><strong>Guarde os comprovantes<br />
</strong>Guarde todos os dados das compras, como o nome da loja virtual, os itens adquiridos (marca, modelo, cor), valores pagos, número do protocolo da compra ou pedido e todos os dados coletados com as dicas anteriores. Caso troque mensagens com a loja, armazene todas as informações fornecidas, os e-mails e mensagens, bem como, a confirmação do pedido e outros dados que comprovem a compra e suas condições.</p>
<p><strong>Prazos e taxas adicionais<br />
</strong>Verifique se há despesas adicionais como fretes ou taxas, assim como os prazos de entrega ou execução dos serviços para evitar surpresas desagradáveis.</p>
<p><strong>Fique atento às medidas de segurança<br />
</strong>Tenha algumas cautelas nas transações eletrônicas, realize as compras sempre de seu computador pessoal e mantenha seu computador sempre protegido de vírus, já que na hora da transação eletrônica nos sites você precisará inserir informações sigilosas e pessoais. Para evitar que esses dados sejam interceptados e utilizados de forma indevida, somente os forneça em sites com endereço eletrônico iniciado pela sigla “https” e que exiba no canto direto inferior da tela um ícone em forma de cadeado, o qual indica que o fornecedor possui mecanismos de proteção do cadastro.</p>
<p><strong>Fique atento a preços muito baixos<br />
</strong>Desconfie de ofertas espetaculares, promoções imperdíveis e valores muito abaixo do mercado.</p>
<p><strong>Desistência da compra<br />
</strong>Para compras pela internet, o consumidor pode desistir do contrato, no prazo de sete dias a contar de sua assinatura ou do ato do recebimento do produto ou serviço. Para tanto, o consumidor deve formalizar o cancelamento, devolver o produto caso já tenha recebido e solicitar a devolução de qualquer quantia eventualmente paga. Nesses casos, o fornecedor não poder exigir que a embalagem não seja violada, como condição para aceitar a devolução.</p>
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		<title>Audiência pública na Câmara vai avaliar direito dos usuários da internet</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 12:02:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Kaminski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[marco civil]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>

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		<description><![CDATA[Audiência pública nesta terça-feira (17) vai discutir o direito dos usuários da internet e a responsabilidade civil de terceiros por conteúdos publicados na rede. É o primeiro debate da comissão especial que analisa o projeto de lei do Marco Civil da Internet (PL 2126/11). Duas audiências públicas e seis seminários estão programados até junho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img onError="javascript: wp_broken_images=window.wp_broken_images || function(){}; wp_broken_images(this);"  class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://www.camara.gov.br/internet/bancoimagem/banco/2011102095126_selo%20internet5MED.JPG" alt=" Audiência pública na Câmara vai avaliar direito dos usuários da internet noticias " width="120" height="158" title="Audiência pública na Câmara vai avaliar direito dos usuários da internet photo foto" />Audiência pública nesta terça-feira (17) vai discutir o direito dos usuários da internet e a responsabilidade civil de terceiros por conteúdos publicados na rede. É o primeiro debate da comissão especial que analisa o projeto de lei do Marco Civil da Internet (PL 2126/11). Duas audiências públicas e seis seminários estão programados até junho.</p>
<p style="text-align: justify;">O relator da proposta, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), quer envolver especialistas e a sociedade na discussão da proposta. Ele explica que é preciso avaliar que direitos o usuário da internet deve ter reconhecidos, protegidos, respeitados. “Direito à privacidade, à proteção dos seus dados, por exemplo, à sua navegação. De que maneira isso deve ser tratado pela lei brasileira? Muitas vezes hoje blogs têm receio de publicar opiniões com medo de depois serem responsabilizados por terem publicado a opinião de um terceiro e eventualmente ter que responder na Justiça por danos à imagem de alguém que se sinta prejudicado com aquilo.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>e-Democracia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nesta terça-feira, também será inaugurada a comunidade virtual no portal e-Democracia dedicada ao Marco Civil da Internet. No site <a href="http://www.edemocracia.camara.gov.br" target="_blank">www.edemocracia.camara.gov.br</a> serão oferecidos diferentes instrumentos de interação, em parceria com a Coordenação de Participação Popular da Câmara, e ainda orientações quanto ao andamento da proposta no Congresso Nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">A gerente do portal, a servidora Alessandra Muller, explica como os cidadãos poderão contribuir com sugestões ao projeto, que vai estar disponível no wikilégis. “A pessoa vai poder participar fazendo sugestão de texto ou comentário, de artigo por artigo. Isso facilita a compreensão das pessoas, os próprios parlamentares também podem trabalhar de uma forma mais sistematizada. Diferentemente de fórum, que é uma participação mais aberta, o wikilégis orienta a participação no ponto exato que a pessoa deseja que seja alterado.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Convidados</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A audiência pública vai contar com a participação de especialistas e representantes do mercado e da sociedade. O debate será realizado às 10h30, no Plenário 13.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram convidados:<br />
– o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo de Castro Pereira;<br />
– o advogado do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Guilherme Varella;<br />
– o professor doutor da Universidade Federal do ABC (UFABC) Sérgio Amadeu da Silveira;<br />
– o advogado e membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Direito da Informática e Telecomunicações – ABDI, do Advisory Board do Cybercrime Research Institute, com sede em Colônia, Alemanha Gilberto Martins de Almeida;<br />
– o mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Brasília (UnB) Paulo Rená da Silva Santarém.<br />
– a mestre em direito pela Universidade de Harvard Laura Fragomeni; e<br />
– o sócio fundador do videolog.tv Edson Mackenzy.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Íntegra da proposta:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=517255" target="_blank">PL 2.126/2011</a></li>
</ul>
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		<title>Ministro Peluso destaca importância da CNIPE para o País</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 17:07:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Kaminski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[CNIPE]]></category>
		<category><![CDATA[CNJ]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao lançar, nesta sexta-feira (13/4), a Central Nacional de Informações Processuais e Extraprocessuais (CNIPE), o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, afirmou que a nova ferramenta eletrônica, a partir da desburocratização do acesso público aos dados dos tribunais e cartórios, trará impactos positivos para o processo de desenvolvimento do País.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img onError="javascript: wp_broken_images=window.wp_broken_images || function(){}; wp_broken_images(this);"  class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://farm6.staticflickr.com/5234/7073901053_993028ac1d_m.jpg" alt="7073901053 993028ac1d m Ministro Peluso destaca importância da CNIPE para o País noticias " width="192" height="128" title="Ministro Peluso destaca importância da CNIPE para o País photo foto" />Ao lançar, nesta sexta-feira (13/4), a Central Nacional de Informações Processuais e Extraprocessuais (CNIPE), o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, afirmou que a nova ferramenta eletrônica, a partir da desburocratização do acesso público aos dados dos tribunais e cartórios, trará impactos positivos para o processo de desenvolvimento do País.</p>
<p style="text-align: justify;">“A redução drástica da burocracia deverá ter profundos impactos econômicos, com a redução do chamado custo Brasil e a criação de um ambiente mais favorável a investimentos produtivos e à geração de renda e empregos”, declarou, durante a solenidade de lançamento, realizada no STF.</p>
<p style="text-align: justify;">Cezar Peluso destacou que a CNIPE representa o atendimento, pelo Poder Judiciário, de um dos requisitos básicos para o pleno exercício da cidadania, ou seja, o acesso à informação. “O acesso à informação é um dos requisitos básicos do exercício da cidadania nas modernas democracias. Com o lançamento da CNIPE, o Conselho Nacional de Justiça oferece contribuição importante à modernização da Justiça, à consolidação da Democracia e à valorização da cidadania em nosso país. Com esse projeto, o Judiciário aproxima-se ainda mais dos cidadãos”, declarou.</p>
<p style="text-align: justify;">O ministro acrescentou que a CNIPE constituirá importante instrumento de políticas judiciárias. Ele se referiu ao fato de o sistema fornecer, em tempo real, via Portal do CNJ na internet, informações sobre os movimentos dos tribunais, das varas e das comarcas. “A partir de agora, o Judiciário se submeterá a um raio-x permanente. E os resultados deste exame estarão disponíveis a qualquer cidadão”, frisou o ministro.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu discurso, Cezar Peluso considerou que o lançamento do novo sistema reflete as prioridades que sua gestão à frente do CNJ deu à democratização da Justiça e ao aprimoramento da prestação jurisdicional. “Procurei dar continuidade ao processo de aperfeiçoamento do Judiciário, que, a meu ver, se desdobra em duas vertentes complementares: ampliar o acesso da grande maioria da população que ainda não conta com os serviços da Justiça e acelerar a prestação jurisdicional da minoria que hoje recorre em número crescente aos tribunais e Cortes para a solução de conflitos sociais. Sempre enfatizei constituir o cidadão o objeto último do Judiciário”.</p>
<p style="text-align: justify;">O ministro também enfatizou que o lançamento da CNIPE é resultado da ousadia do processo de modernização do Judiciário. “A Central que agora se inaugura representa avanço significativo na eficiência e na transparência do Poder Judiciário. Ela nada mais é do que resultado palpável da ousadia do processo de modernização responsável que experimenta o Judiciário brasileiro. Ainda há muito a percorrer, é verdade. Mas o caminho certamente fica menor a partir de hoje. Com a CNIPE, a Justiça coloca-se à distância de um clique da cidadania”.</p>
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		<title>Judiciário ganha banco de dados integrado</title>
		<link>http://www.internetlegal.com.br/2012/04/judiciario-ganha-banco-de-dados-integrado/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 15:01:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Kaminski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[CNIPE]]></category>
		<category><![CDATA[CNJ]]></category>

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		<description><![CDATA[O presidente do CNJ e do STF, ministro Cezar Peluso lançou, nesta sexta-feira (13/4), a etapa inicial da Central Nacional de Informações Processuais e Extraprocessuais (CNIPE), que reunirá dados de todos os tribunais, varas e cartórios judiciais e extrajudiciais do país. Será possível que qualquer pessoa tenha acesso, em um único endereço na internet, a informações sobre andamento processual, dados estatísticos de funcionamento do Judiciário, assim como pesquisa de registros imobiliários, indisponibilidade de bens, protestos cambiais, divórcios etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img onError="javascript: wp_broken_images=window.wp_broken_images || function(){}; wp_broken_images(this);"  class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://farm6.staticflickr.com/5234/7073901053_993028ac1d_m.jpg" alt="7073901053 993028ac1d m Judiciário ganha banco de dados integrado especiais " width="240" height="160" title="Judiciário ganha banco de dados integrado photo foto" />Em solenidade que contou com a presença de representantes de diversos tribunais e autoridades dos três Poderes, o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal (STF), ministro Cezar Peluso lançou, nesta sexta-feira (13/4), a etapa inicial da Central Nacional de Informações Processuais e Extraprocessuais (CNIPE), um sistema que reunirá dados de todos os tribunais, varas e cartórios judiciais e extrajudiciais do país. O objetivo é permitir que qualquer pessoa tenha acesso, em um único endereço na internet, a informações sobre andamento processual, dados estatísticos de funcionamento do Judiciário, assim como pesquisa de registros imobiliários, indisponibilidade de bens, protestos cambiais, divórcios etc.</p>
<p style="text-align: justify;">“Com a CNIPE a Justiça fica à distância de um click da cidadania”, afirmou o ministro Cezar Peluso, ao destacar que a central representa “um grande passo do Judiciário em direção ao futuro”. O ministro afirmou ainda, que uma das prioridades da sua gestão no CNJ foi a ampliação do acesso à Justiça. E a CNIPE representa a concretização desse trabalho. “O sistema consiste num avanço significativo rumo à eficiência e transparência do Poder Judiciário. É o fim do pesadelo de pessoas nas filas das varas e nos cartórios em busca de documentos. Não há sistema semelhante em todo o mundo, o que caracteriza o pioneirismo do Poder Judiciário Brasileiro”, ressaltou.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o lançamento, os cidadãos já podem acessar o sistema disponível no portal do CNJ (<a href="http://www.cnj.jus.br" target="_blank">www.cnj.jus.br</a>) a partir desta sexta-feira e buscar informações ou acompanhar o andamento de cerca de 33 milhões processos que tramitam nos Tribunais de Justiça de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Alagoas, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Esses tribunais concentram aproximadamente 40% das ações em tramitação hoje no Judiciário brasileiro, o que vai facilitar o acesso das partes, advogados e magistrados ao seu conteúdo.</p>
<p style="text-align: justify;">Também já estão disponíveis no sistema informações sobre pessoas que tiveram seus bens bloqueados pela Justiça, assim como de registros de imóveis em todo o Brasil. “É um sistema revolucionário, que vai facilitar a vida do cidadão, conferir maior transparência ao Judiciário e ajudar no planejamento de ações para aprimorar a prestação jurisdicional”, afirmou o secretário-geral do CNJ, Fernando Marcondes. No futuro, o cidadão poderá saber, por exemplo, se determinada pessoa ou empresa está sendo processada, com pendências na Justiça, se responde a processo criminal ou está com os bens indisponíveis em qualquer parte do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Será possível, por meio da central, pesquisar movimento processual das comarcas e avaliar a necessidade de criação de novas varas judiciais, ampliação de tribunais e até mesmo a contratação de mais servidores.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, para obter informações processuais na internet, é preciso acessar o site de cada um dos tribunais, que permitem níveis e formas diferentes de consulta e acesso aos dados. Com a CNIPE, ao digitar no campo de consulta o nome das partes, CPF, CNPJ, nome ou registro na OAB do advogado ou o número do processo, a ferramenta fará uma busca no banco de dados dos 91 tribunais brasileiros antes de apresentar o resultado. Até o final deste ano, a expectativa é de que 50% dos processos do país já estejam disponíveis para consulta na central, e que até o final de 2014 todos os 91 tribunais brasileiros estejam integrados.</p>
<p style="text-align: justify;">Cartórios &#8211; No prazo de dois anos, a CNIPE também vai permitir a emissão de certidões fornecidas pelos cartórios extrajudiciais de todo o país e de documentos autenticados com validade nacional. Na central será possível, por exemplo, emitir certidões negativas (de débito, criminal, de impostos, etc), certidão de quitação eleitoral, de registro de imóveis, assim como verificar a validade de documentos emitidos pela Justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao integrar os bancos de dados de todos os tribunais, o sistema vai possibilitar ainda a geração de dados estatísticos sobre as atividades judiciais, como número de varas e produtividade das unidades, auxiliando no planejamento da máquina do Judiciário. Os sistemas do CNJ – como Justiça em Números, Justiça Aberta, Banco Nacional de Mandados de Prisão, etc – também estarão reunidos na CNIPE.</p>
<p style="text-align: justify;">Benefícios &#8211; Além de facilitar a vida dos cidadãos, a central vai proporcionar economia de tempo, pessoal e energia aos Tribunais na coleta dessas informações. Com a ferramenta, será possível criar relatórios que propiciem análises sobre as atividades judiciais e extrajudiciais para subsidiar correições e auxiliar na definição de ações estratégicas. O abastecimento de sistemas e preenchimento de relatórios como o Justiça em Números, hoje feito por juízes e servidores, também será automatizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta fase de implantação, a CNIPE poderá receber até 100 mil consultas simultâneas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referência:</strong> <a href="http://www.cnj.jus.br/cnipe" target="_blank">http://www.cnj.jus.br/cnipe</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>STJ nega habeas corpus a condenado por extorquir namorada que conheceu pela internet</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 14:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Omar Kaminski</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[extorsão]]></category>
		<category><![CDATA[habeas corpus]]></category>
		<category><![CDATA[STJ]]></category>

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		<description><![CDATA[Um homem condenado a seis anos e quatro meses de reclusão em regime fechado por extorsão e ameaça teve habeas corpus negado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Preso em flagrante ao receber R$ 23 mil da namorada, não poderá recorrer em liberdade. Ele permaneceu preso durante toda a instrução e teria ameaçado a namorada mesmo em custódia. Para o ministro relator, o réu demonstrou propensão a sobreviver à custa de golpes. A Turma negou a ordem de forma unânime.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um homem condenado a seis anos e quatro meses de reclusão em regime fechado por extorsão e ameaça teve habeas corpus negado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Preso em flagrante ao receber R$ 23 mil da namorada, não poderá recorrer em liberdade. Ele permaneceu preso durante toda a instrução e teria ameaçado a namorada mesmo em custódia.</p>
<p style="text-align: justify;">A prisão foi planejada pela polícia após denúncia da vítima. O casal se conheceu em site de relacionamentos amorosos. Ele se apresentou com nome falso e o namoro começou após o primeiro encontro.</p>
<p style="text-align: justify;">A extorsão teve início três meses depois. O réu começou a importunar a mulher, dizendo que ela devia efetuar o pagamento de uma dívida. Dizia à namorada que havia sido abordado por coreanos desconhecidos na entrada do edifício. Os homens cobravam uma dívida de US$ 50 mil, referente a um empréstimo feito por ex-namorado dela. Ela devia quitar o débito ou sua família seria morta.</p>
<p style="text-align: justify;">O autor fingiu intermediar a extorsão e passou a insistir diariamente na ideia de que ela devia fazer a pagamento. Chegou a enviar mensagens de texto dizendo que ela se arrependeria caso procurasse a polícia, pois ficaria muito ferida se isso acontecesse.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Campana</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim, com medo, a mulher procurou a polícia. A dívida a ser quitada, segundo o namorado, estava em US$ 74 mil, mas, orientada pelos policiais, a mulher concordou em pagar R$ 23 mil, que seriam entregues em um centro comercial. No local, cercado por policiais civis em campana, ele exigiu novamente o pagamento. Ao receber o dinheiro, foi preso, após resistir com violência.</p>
<p style="text-align: justify;">O homem permaneceu preso durante toda a instrução do processo e teria continuado a fazer ameaças à vítima mesmo sob custódia cautelar. Na primeira instância, foi condenado e teve negado o direito de apelar em liberdade. Para o juiz, a medida é necessária para proteger a vítima.</p>
<p style="text-align: justify;">No STJ, o homem pedia para aguardar o julgamento da apelação em liberdade. A defesa argumentou que o condenado possuía residência fixa e ocupação lícita. Também alegou que as decisões que mantiveram o paciente preso durante a instrução e o julgamento do caso não foram fundamentadas.</p>
<p style="text-align: justify;">O ministro Og Fernandes, relator do pedido de habeas corpus, avaliou que a prisão do autor era necessária para garantir a ordem pública, uma vez que ele teria feito ameaças à vítima de dentro da cadeia. O relator acrescentou que o uso de várias identidades e a ausência de comprovação de trabalho lícito também impediam a concessão da liberdade. Para o ministro, o réu demonstrou propensão a sobreviver à custa de golpes. A Turma negou a ordem de forma unânime.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referência:</strong> <a href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=HC%20217598" target="_blank">HC 217598</a></p>
]]></content:encoded>
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